Ordem da Rosa
Fe Alves
Imagina duas pessoas que terminaram seus relacionamentos na mesma terça-feira. Cada uma chega em casa e encontra alguma coisa de quem saiu.
Pode ser uma camiseta esquecida na cadeira, ou o copo que continuou do outro lado da mesa. A ausência aparece ali.
As duas pegam o telefone, com vontade de mandar uma mensagem pra continuar a conversa que ainda parece ter ficado pela metade.
Ainda há o que dizer.
Agora acompanha dois caminhos possíveis a partir dessa cena. Vou chamar um de Vitrine e o outro de Obra.
Na Vitrine, a pessoa começa a organizar a vida pensando em quem vai olhar. Escolhe o passeio imaginando a foto, e a foto imaginando uma reação.
Na Obra, ela tenta cuidar do que ficou sob sua responsabilidade. Ainda pode querer que o outro veja, mas procura uma razão pra continuar mesmo sem isso.
A diferença aparece nessa escolha.
As duas podem sentir saudade enquanto trabalham, ou querer largar tudo numa tarde ruim. Nenhum dos caminhos exige que o sentimento suma de repente.
E você pode passar de um pro outro no mesmo dia, quando um passeio que começou como descanso termina virando um recado.
Repara quando isso acontece.
Porque a pessoa pode ter saído da relação e continuar sendo consultada, dentro da sua cabeça, sobre cada coisa que você faz.
Seu comportamento é a parte da história que você pode dirigir.
Seu comportamento é a parte da história que você pode dirigir.
O treino que ganhou um destinatário
Vamos colocar as duas pessoas na academia, cada uma retomando a própria rotina e fazendo os exercícios que já estavam acostumadas a fazer.
Por fora, parecem semelhantes.
Na Vitrine, uma delas escolhe um horário pensando na chance de encontrar o ex. Pode até treinar direito, mas fica olhando quem entra.
Conteúdo exclusivo para assinantes da Ordem da Rosa. Assine para ler esta edição completa e acessar o conteúdo do seu plano.
Torne-se assinanteOrdem da Rosa · Fe Alves