Ordem da Rosa
Fe Alves
Imagina que chega uma mensagem de alguém que já demonstrou interesse em você. Você sabe disso e, mesmo estando num relacionamento, resolve dar assunto.
A conversa começa com uma pergunta qualquer, dessas que poderiam terminar depois da resposta, só que você acrescenta outra pergunta.
O assunto continua, aparece uma lembrança de quando vocês tinham alguma coisa, e você acompanha. Você reconhece aquela intimidade.
Até aí, ninguém combinou encontro. Você usa esse detalhe pra dizer que está tudo certo.
Mas olha a decisão que tomou antes: você ajudou a conversa a seguir naquela direção. A sua parte está ali.
A sua resposta importa.
Quando você mantém essa disponibilidade com alguém que tem outras intenções, deixa uma porta entreaberta. O contato conserva uma possibilidade, mesmo sem um convite explícito pra vocês se encontrarem.
Essa é a fresta.
Pode aparecer numa resposta carinhosa que alimenta uma investida, ou na intimidade que você preserva com quem insiste em te procurar.
O nome salvo na agenda explica pouco, então você precisa olhar o que acontece quando a pessoa chama.
Sem atalhos.
E precisa olhar a sua resposta, mesmo que seja desconfortável.
Porque chamar de amizade uma aproximação que desrespeita o relacionamento não resolve o problema. Por baixo do nome, a sua disponibilidade continua a mesma.
Respeito se mede pelo que você deixa de fazer para proteger o que está construindo.
Respeito se mede pelo que você deixa de fazer para proteger o que está construindo.
O compromisso aparece na conversa
Eu defendo que o seu parceiro ou parceira seja prioridade, e isso inclui deixar de manter terceiros ocupando um lugar de disputa.
Isso vale quando alguém flerta com você e também quando é você que alimenta o flerte. A responsabilidade continua dos dois lados, sem a
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